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Por que o Moraes? Ministro tem audiências sobre operação policial no Rio; ENTENDA

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, assumiu relatoria da ADPF 635 para reduzir letalidade em operações policiais no Rio de Janeiro, iniciando audiências.

Ministro do STF assume temporariamente relatoria de ação que busca reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro e ouve autoridades fluminenses.

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, assumiu relatoria da ADPF 635 para reduzir letalidade em operações policiais no Rio de Janeiro, iniciando audiências.

O ministro Alexandre de Moraes assumiu temporariamente a relatoria da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que visa reduzir a letalidade policial em operações no Rio de Janeiro. A ação, julgada em caráter definitivo em abril, busca coibir abusos em comunidades fluminenses.

A relatoria foi assumida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, seguindo o regimento interno da Corte para assegurar a continuidade da análise do processo.

O processo, iniciado em 2019 com Edson Fachin como relator inicial e transferido a Barroso em setembro, ficou sem relator com a antecipação de sua aposentadoria. A redistribuição para Moraes ocorreu na terça-feira (28), com a previsão de nova redistribuição ao futuro ministro que ocupar a vaga de Barroso. A ADPF 635 voltou ao centro das discussões após uma megaoperação no Rio, considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos segundo números oficiais, reacendendo o debate sobre a eficácia das medidas de controle.

Audiências e Determinações do Ministro

Nesta quarta-feira (5), Moraes está conduzindo audiências com diversas autoridades do Rio de Janeiro, incluindo o governador Cláudio Castro (PL), que já havia criticado a ADPF 635. Castro, que anteriormente chamou a ação de “maldita”, atribuiu à Corte e a partidos de esquerda a responsabilidade pelo fortalecimento de facções criminosas.

Também participam das oitivas o secretário de segurança pública, Vitor dos Santos, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da superintendência-geral de Polícia Técnico-Científica.

Em suas primeiras decisões como relator interino, o ministro Alexandre de Moraes determinou a “preservação e documentação rigorosa e integral” de todas as provas da recente megaoperação no Rio, com o Ministério Público encarregado do controle e averiguação. Além disso, designou uma audiência conjunta para esta quarta-feira (5) com diversas entidades e órgãos de direitos humanos, como o Conselho Nacional de Direitos Humanos e a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ, para debater a questão.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos já havia cobrado um posicionamento do STF após a megaoperação, buscando informações do governo estadual sobre o cumprimento das determinações da ADPF. Moraes deu 24 horas para a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido, com a PGR, por meio de Gonet, reiterando solicitações de informações já encaminhadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ao governador.

Um grupo de trabalho do CNMP também fiscaliza a ADPF no Rio.

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