Ex-deputado federal aponta controle do Ministério do Meio Ambiente por ONGs financiadas do exterior, prejudicando o desenvolvimento nacional.
Aldo Rebelo acusa o governo Lula de permitir que ONGs estrangeiras controlem o Ministério do Meio Ambiente, minando a soberania e o desenvolvimento do Brasil.
O ex-deputado federal Aldo Rebelo, de 69 anos, lançou duras críticas à política ambiental do governo Luiz Inácio Lula da Silva, acusando o Ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva, de estar sob o controle de organizações não governamentais financiadas por interesses estrangeiros. Em vídeo divulgado na última sexta-feira (7), Rebelo afirmou que a pasta estaria sendo instrumentalizada para barrar o desenvolvimento econômico do país, alinhada a agendas internacionais e contrária à soberania brasileira.
Rebelo descreveu uma “caixa preta” dentro do Estado, administrada por essas ONGs, que, segundo ele, inserem seus representantes no Ministério. Esses indivíduos atuariam internamente em defesa das pautas das organizações e, após deixarem os cargos, continuariam a exercer influência externa sobre a pasta.
“Controlam de dentro e controlam de fora. O Brasil não pode aceitar essa situação.
Isso é uma atividade criminosa contra os interesses nacionais, com cúmplices dentro do Estado brasileiro”, declarou o ex-ministro.
A denúncia de Rebelo ocorre em um momento de discussões intensas sobre o clima, com a COP30, conferência climática da ONU, programada para ser realizada em Belém. Nesse cenário, o ex-deputado enfatiza que a atuação dessas entidades visa impedir o avanço de projetos e políticas que poderiam impulsionar a economia nacional, em detrimento de uma agenda desenvolvimentista legítima.
Críticas à Postura de Lula
O ex-deputado também direcionou suas críticas ao presidente Lula, questionando sua postura em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Rebelo apontou a contradição entre o suposto apoio de Lula à medida e a manutenção de figuras no comando do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente que se opõem a ela.
“Lula não pode se apresentar como inocente. Quem nomeia o presidente do Ibama?
Quem é que nomeou a ministra Marina? O presidente Lula é quem nomeou.
Então a responsabilidade também é dele. Não há nenhuma inocência nesse complô contra o Brasil”, sentenciou.
Para Rebelo, existe um descompasso alarmante entre o discurso oficial e as ações práticas do governo. Ele classificou a situação como uma “hipocrisia”, onde um “governo de direito” que se declara a favor do desenvolvimento é, na verdade, bloqueado por um “governo de fato” que opera internamente, impedindo o progresso.
A denúncia visa expor e confrontar essa dinâmica que, na sua visão, prejudica os interesses estratégicos do país.