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Talibãs pedem para participar da COP30 no Brasil

O governo talibã, isolado internacionalmente, busca participar da COP30 no Brasil, ressaltando a vulnerabilidade do Afeganistão e a urgência de despolitizar a pauta ambiental.

Apesar do isolamento internacional, o governo talibã busca voz na conferência climática global, destacando a severa vulnerabilidade do Afeganistão.

O governo talibã, isolado internacionalmente, busca participar da COP30 no Brasil, ressaltando a vulnerabilidade do Afeganistão e a urgência de despolitizar a pauta ambiental.

O governo talibã, que retomou o poder no Afeganistão em agosto de 2021, organizou uma reunião preparatória em Cabul visando à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém, Brasil. A iniciativa representa um pedido explícito de participação no debate climático global, apesar da situação de isolamento internacional que o regime enfrenta desde seu retorno ao comando do país.

Desde que os fundamentalistas assumiram o governo, o Afeganistão tem sido amplamente marginalizado pela comunidade internacional, o que limitou drasticamente sua participação em fóruns globais e o acesso a financiamentos essenciais. Matiul Haq Khalis, diretor-geral da Agência Nacional de Proteção Ambiental do Afeganistão (NEPA), uma das entidades organizadoras do encontro, enfatizou a urgência de não politizar as questões ambientais, dado o impacto severo das mudanças climáticas no país.

A Vulnerabilidade Climática do Afeganistão

O Afeganistão é um dos países mais castigados pelas mudanças climáticas e suas consequências, sendo também um dos menos preparados para enfrentar as catástrofes meteorológicas que se tornam cada vez mais frequentes, como secas prolongadas e inundações devastadoras. Khalis destacou a importância de uma voz unificada na COP30, para que as necessidades do Afeganistão sejam ouvidas e compreendidas.

A União Europeia, por meio de sua delegação em Cabul, participou da mesa redonda, confirmando seu compromisso com a resiliência climática e o apoio ao país para mitigar os efeitos das mudanças climáticas nos meios de subsistência e no deslocamento de populações. Benjamin Weiss, chefe da Seção Política da UE em Cabul, reiterou que o bloco foca no apoio direto às comunidades afegãs, trabalhando com diversas organizações para garantir que a ajuda alcance a população.

Na capital, Cabul, essa fragilidade se manifesta em uma grave crise hídrica. Secas prolongadas, exacerbadas pelas mudanças climáticas, reduziram drasticamente os níveis de água subterrânea.

A situação é agravada pela superexploração de poços, pela falta de chuvas e por uma gestão inadequada dos recursos hídricos. Muitos habitantes relatam dificuldades crescentes para acessar água potável, com poços secando e famílias precisando percorrer longas distâncias ou esperar horas para encher seus recipientes.

Diante dessa realidade, cresce a frustração da população com as autoridades talibãs, acusadas de inércia frente a uma crise que se intensifica ano após ano. A delegação afegã prevê participar da COP30, buscando não apenas visibilidade, mas também acesso a soluções e apoio internacional para enfrentar esses desafios ambientais críticos.

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