Proposta de regulamentação enfrenta oposição de trabalhadores e parlamentares, com debate sobre direitos e autonomia.
A tentativa de regulamentar o trabalho por aplicativos no governo Lula enfrenta forte rejeição, inclusive entre os próprios trabalhadores.
A tentativa do governo Lula de regulamentar o trabalho via aplicativos enfrenta forte rejeição, inclusive entre os próprios trabalhadores. A avaliação é da jornalista Thais Bilenky, que aborda o tema em podcast.
O presidente Lula, ao enviar o projeto para a Câmara, cumpriu uma promessa de campanha. No entanto, encontrou resistência tanto de deputados quanto dos próprios motoristas e entregadores, que rejeitam a sindicalização e defendem a autonomia. Segundo Bilenky, a proposta “flopou” fragorosamente e sequer avançou.
O texto propõe direitos como seguro contra acidentes, contribuição à Previdência, licença-maternidade e auxílio-doença, sem abrir mão da flexibilidade. Uma pesquisa apontou que 76% dos trabalhadores rejeitam a sindicalização prevista na proposta.
José Roberto Toledo lembra que a base desse trabalho cresceu 170% desde 2015, mas a renda caiu. Segundo o Ipea, a renda média diminuiu de R$ 3.100 para menos de R$ 2.400 devido à expansão da força de trabalho. Apesar do debate, a proposta não saiu do papel, tornando-se um teste político para o governo.
Entre os pontos em discussão estão o seguro, apoio, locais para descanso, previdência, flexibilidade e autonomia. Toledo aponta que os trabalhadores valorizam muito o individualismo e a liberdade de ir e vir quando quiserem, preferindo ser seus próprios chefes.