PUBLICIDADE

A reação de Lula ao ser aconselhado a decretar intervenção na segurança do Rio

Lula considerou decretar intervenção federal na segurança do Rio, mas recuou devido a altos custos e complexidade. Ele decidiu não criticar o governador Cláudio Castro, apesar das pressões.

Presidente pondera custos políticos e financeiros, optando por não intervir diretamente, mas sem criticar governo estadual.

Lula considerou decretar intervenção federal na segurança do Rio, mas recuou devido a altos custos e complexidade. Ele decidiu não criticar o governador Cláudio Castro, apesar das pressões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a possibilidade de decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, após ser aconselhado por ministros em reunião no Palácio da Alvorada. A discussão ocorreu em um momento de forte impacto para o petista, que ainda sentia o peso da repercussão negativa de sua declaração anterior, na qual sugeriu que traficantes seriam vítimas de usuários de drogas.

A proposta visava apoiar as ações policiais do governo de Cláudio Castro, mesmo diante das críticas da esquerda ao governador.

Durante a conversa, foi apresentada a Lula a perspectiva de uma intervenção federal que implicaria uma “limpa geral” nas forças de segurança fluminenses e o comando direto das Forças Armadas e de outros órgãos federais. Essa parte da proposta, que envolvia uma atuação mais incisiva e coordenada, chegou a animar o presidente.

Contudo, a análise aprofundada das implicações da medida revelaria obstáculos significativos.

A principal barreira para a efetivação da intervenção reside na avaliação de que “não há dinheiro nem pessoal para uma missão desse porte agora”, conforme relatou um auxiliar próximo a Lula. A complexidade e a escala da crise de segurança no Rio de Janeiro foram vistas como um “tiro no escuro”, com riscos incalculáveis e sem garantia de resultados positivos em um curto ou médio prazo.

A questão da intervenção federal no Rio de Janeiro tem dividido opiniões dentro do próprio Planalto. Uma ala do governo expressa forte oposição à medida, argumentando que se trata de uma “crise sem fim” no médio prazo, com um custo financeiro e político extremamente elevado.

Há o receio de que, caso a intervenção se estenda até o período eleitoral, a gestão petista possa se ver ainda mais imersa nos conflitos das comunidades cariocas, o que poderia gerar um desgaste político considerável.

O argumento central dos opositores à intervenção é a incontrolabilidade da situação. “A guerra é incontrolável.

Não se controla a morte nem quem será culpado por ela”, afirmou o mesmo auxiliar, ressaltando a imprevisibilidade e a dificuldade de atribuir responsabilidades em um cenário tão volátil. Diante desse panorama e da falta de vontade de assumir diretamente a crise, Lula optou por uma postura de não crítica ao governador Cláudio Castro, buscando evitar um maior embate político e uma imersão federal em um problema de proporções gigantescas.

Leia mais

Rolar para cima