Uso de imagens de Virginia Fonseca e Vini Jr. criadas por inteligência artificial para anunciar pagamento de salários causa repercussão negativa e leva à remoção.
A Prefeitura de Amapá (AP) gerou controvérsia ao usar um vídeo de IA com Virginia Fonseca e Vini Jr. para anunciar salários, removendo-o após repercussão negativa.
A Prefeitura de Amapá (AP) se viu no centro de uma controvérsia na última segunda-feira, após divulgar um vídeo promocional gerado por inteligência artificial. As imagens, que apresentavam celebridades como Virginia Fonseca e Vini Jr., tinham como objetivo anunciar a disponibilidade do pagamento dos salários.
Contudo, a iniciativa não obteve a recepção esperada, gerando uma onda de críticas e levando a administração municipal a remover o conteúdo de suas plataformas.
O vídeo em questão simulava as vozes e aparências de Virginia Fonseca e Vini Jr., figuras públicas de grande alcance, para transmitir a mensagem sobre os salários. A utilização de deepfakes ou avatares gerados por IA sem o consentimento explícito dos artistas levantou imediatamente questões éticas e de autenticidade. Muitos internautas e veículos de imprensa questionaram a legalidade e a transparência de tal abordagem, especialmente vindo de um órgão público.
Desafios da IA na Comunicação Pública
A repercussão negativa do caso da Prefeitura de Amapá destaca os desafios e as responsabilidades inerentes ao uso de inteligência artificial em comunicações oficiais. Embora a IA ofereça ferramentas inovadoras para a produção de conteúdo, sua aplicação em contextos sensíveis, como anúncios governamentais, exige cautela e clareza.
A falta de indicação sobre a natureza artificial do vídeo e a ausência de autorização dos envolvidos contribuíram para a desconfiança gerada.
A remoção do vídeo pela prefeitura sinaliza um reconhecimento da inadequação da estratégia. Este episódio serve como um alerta para outras instituições sobre a necessidade de estabelecer diretrizes claras e éticas para o emprego de tecnologias de IA.
A credibilidade de um órgão público é um pilar fundamental, e qualquer ferramenta que possa comprometer a verdade ou a transparência deve ser utilizada com extrema parcimônia e responsabilidade.
O incidente em Amapá reflete um debate mais amplo sobre o impacto da inteligência artificial na sociedade e nos meios de comunicação. Enquanto a IA promete otimizar processos e criar novas formas de interação, ela também impõe o desafio de diferenciar o real do sintético.
Para o setor público, a prioridade deve ser sempre a clareza, a verdade e o respeito aos cidadãos, evitando artifícios que possam induzir a erro ou gerar desinformação.