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A orientação do PT e do Planalto sobre julgamento de Bolsonaro no STF

PT e Planalto orientam silêncio sobre decisão do STF que manteve condenação de Bolsonaro. O foco do governo é a COP30 em Belém.

Cúpula petista e governo Lula instruem aliados a manter silêncio após decisão do Supremo que manteve condenação do ex-presidente.

PT e Planalto orientam silêncio sobre decisão do STF que manteve condenação de Bolsonaro. O foco do governo é a COP30 em Belém.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e o Palácio do Planalto emitiram uma orientação clara para petistas e membros do governo federal: evitar qualquer comentário público sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida reflete uma estratégia política para desviar o foco de temas judiciais e concentrar a atenção da opinião pública em pautas consideradas mais relevantes para a atual gestão.

O entendimento, tanto entre a cúpula do PT quanto entre ministros próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é que a rejeição dos recursos de Bolsonaro pela Primeira Turma da Corte já era um desfecho esperado. Diante disso, avalia-se que não haveria motivo para tecer comentários sobre determinações do Poder Judiciário, especialmente aquelas que já se alinham às expectativas.

Paralelamente, integrantes do governo Lula consideram crucial que a visibilidade da administração esteja voltada para eventos de grande porte, como a COP30, a conferência do clima da ONU que está em andamento em Belém do Pará. A estratégia é utilizar a plataforma internacional para destacar as ações e o posicionamento do Brasil em questões ambientais e de desenvolvimento sustentável, afastando-se de controvérsias políticas internas.

O Veridito do Supremo e a Visão do PT

No que diz respeito à visão interna do PT, lideranças partidárias reforçam a percepção de que Jair Bolsonaro “já está no passado” da política brasileira. A avaliação é que o ex-presidente não representa mais o principal adversário nas eleições de 2026, e que a insistência em debater suas questões judiciais apenas o manteria em evidência, contrariando os interesses do partido e do governo.

A decisão em questão foi tomada na tarde da última sexta-feira, quando a Primeira Turma do STF formou maioria para rejeitar os embargos de declaração apresentados pela defesa de Bolsonaro. Com essa rejeição, foi mantida a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão, referente à sua participação na trama golpista investigada pelo inquérito.

O relator do inquérito no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar pela rejeição dos recursos. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, consolidando a maioria que selou a manutenção da condenação.

A postura silenciosa do Planalto e do PT, portanto, busca minimizar o impacto político dessa confirmação, direcionando a narrativa para as prioridades da gestão atual.

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