Operadora em recuperação judicial alerta Justiça do Rio sobre dificuldades crescentes para honrar passivos e cumprir plano.
A Oi, em recuperação judicial, comunicou à Justiça do Rio que pode entrar em insolvência devido a dificuldades para quitar passivos, incluindo dívidas extraconcursais.
A Oi, gigante das telecomunicações que se encontra em um complexo processo de recuperação judicial, informou à Justiça do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (7/11), a possibilidade de entrar em estado de insolvência. A comunicação, feita em petição conjunta com seu gestor judicial, destaca as crescentes dificuldades da empresa para honrar seus passivos e cumprir as obrigações estabelecidas em seu plano de reestruturação.
De acordo com o documento apresentado à 7ª Vara Empresarial do Rio, a operadora reconhece que talvez esteja impossibilitada de suportar o pagamento de todo o seu passivo extraconcursal – dívidas que correm fora do processo de recuperação judicial – e, consequentemente, de cumprir integralmente o plano de recuperação em vigor. Essa admissão sublinha a gravidade da situação financeira da companhia, que busca reequilibrar suas contas há anos.
Na prática, a empresa reconheceu à Justiça que talvez não consiga promover as medidas necessárias para maximizar seu fluxo de caixa de forma suficiente. Caso a Justiça decida pela decretação da liquidação judicial da Oi, o gestor judicial da companhia, Bruno Rezende, solicitou autorização para que a operadora mantenha suas operações de forma temporária, visando assegurar a plena execução de todos os serviços em andamento e minimizar impactos aos consumidores.
Cenário de Recuperação e Intervenção Judicial
Essa recente declaração surge após uma série de intervenções judiciais significativas. Em setembro, a Justiça já havia determinado o afastamento da antiga administração da Oi e a elaboração de um plano de transição detalhado para garantir a continuidade dos serviços prestados pela operadora.
Na mesma ocasião, foi nomeado um interventor para acompanhar de perto a gestão e os desdobramentos do caso.
Adicionalmente, a juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, tomou a medida de suspender novas cobranças contra a Oi. Essa decisão visa primordialmente preservar o caixa da empresa, fornecendo um fôlego financeiro essencial enquanto a operadora tenta navegar por este delicado período de reestruturação e evitar um colapso total.

