Descoberta surpreendente em Neuville-sur-Saône revelou um tesouro legalmente adquirido há duas décadas, sem indícios de ilicitude.
Um morador de Neuville-sur-Saône encontrou barras de ouro avaliadas em R$ 4,3 milhões ao cavar sua piscina. A descoberta foi legalizada, confirmando a posse.
Um morador de Neuville-sur-Saône, na região de Lyon, França, teve uma surpresa extraordinária ao iniciar a construção de uma piscina em seu quintal. Ao invés de apenas terra, ele se deparou com um verdadeiro tesouro: barras de ouro e moedas antigas.
O achado, avaliado em aproximadamente 700 mil euros – o equivalente a R$ 4,3 milhões –, transformou um projeto doméstico em um evento de repercussão local e nacional, destacando a sorte inesperada do proprietário.
A descoberta, que ocorreu em maio, foi imediatamente comunicada às autoridades locais. A área foi isolada e procedimentos de verificação foram iniciados.
A Direção Regional de Assuntos Culturais (DRAC) conduziu uma análise técnica para determinar se o material possuía valor arqueológico. Contudo, após avaliação minuciosa, foi descartada a possibilidade de se tratar de um tesouro histórico, direcionando a investigação para a origem do metal precioso.
A polícia assumiu a investigação para rastrear a procedência do ouro. Após extensas verificações, foi concluído que as barras e moedas tinham origem lícita, tendo sido adquiridas legalmente por uma empresa regional há cerca de 20 anos. Essa constatação foi crucial, pois, de acordo com o ordenamento jurídico francês, a ausência de caráter arqueológico e a comprovação de origem lícita habilitaram o morador a permanecer com o material, legitimando sua posse sobre o valioso achado.
Procedimentos Padrão para Achados Inesperados
O caso ressalta a importância dos procedimentos corretos em situações de achados inesperados de valor. Ao localizar objetos como barras de ouro, o protocolo padrão envolve a interrupção imediata da obra, a preservação do cenário e o acionamento das autoridades policiais e, quando pertinente, dos órgãos de patrimônio.
A documentação detalhada do local e do acondicionamento é fundamental para evitar futuras contestações e garantir a cadeia de custódia do material.
A prefeitura divulgou o caso somente após a validação oficial, assegurando que a checagem de origem e valor fosse completa, evitando movimentação indevida no local e garantindo o cumprimento das regras de proteção patrimonial. Embora episódios como este despertem grande curiosidade pública, eles não alteram a rotina urbana ou a dinâmica internacional do preço do ouro.
Juridicamente, o desfecho reforça a importância de procedimentos padronizados na interface entre polícia, órgãos culturais e proprietários, garantindo a transparência e a legalidade.