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Governo Lula Começa a Rastrear Operações com Bitcoin e Criptomoedas

O Governo Lula, através do MJSP, inicia o rastreamento de operações com Bitcoin e outras criptomoedas, visando combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro.

Ministério da Justiça e Segurança Pública adquire software para monitorar transações em diversas redes blockchain.

O Governo Lula, através do MJSP, inicia o rastreamento de operações com Bitcoin e outras criptomoedas, visando combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Governo Lula confirmou o início do rastreamento de operações envolvendo Bitcoin e outras criptomoedas no Brasil. A medida, que visa fortalecer o combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, começou a ser implementada após a assinatura de um contrato em 23 de outubro, com sua publicação oficial ocorrendo na quarta-feira (29).

Esta iniciativa marca um avanço significativo na capacidade das autoridades brasileiras de monitorar o ambiente de ativos digitais.

A contratação do software, que já havia sido anunciada em edital público, garantiu 51 acessos ao sistema, que ficará ativo por 36 meses e sob a responsabilidade da Polícia Federal. A solução tecnológica não se limita apenas ao Bitcoin, mas amplia sua abrangência para incluir redes como Ethereum, Tron, Dash, XRP e diversas outras. O edital do leilão público descrevia o “objeto do presente instrumento” como a “contratação de software para localização, rastreamento e análise de transações com criptoativos, baseadas em blockchain”.

Tecnologia a Serviço da Segurança Pública

A licitação para o fornecimento do software atraiu doze empresas especializadas. A vencedora foi a Iafis Systems do Brasil Ltda., uma empresa de Brasília (DF) fundada em 2003.

Com uma proposta de R$ 170 mil por acesso, a empresa receberá um total de R$ 8,6 milhões do governo brasileiro pelo prazo determinado no edital. O valor contratado ficou bem abaixo do teto máximo de R$ 49 milhões que havia sido previsto para a contratação, que chegou a ser adiada uma vez.

A implementação desta tecnologia reflete a crescente preocupação das autoridades com o uso de criptoativos em atividades ilícitas. O objetivo público divulgado é o de combater o crime organizado no país, que tem se valido cada vez mais das criptomoedas em processos de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e financiamento de atividades criminosas.

Com esta nova ferramenta, o Governo Lula espera aumentar a eficácia das investigações e coibir a utilização do anonimato parcial das criptomoedas para fins criminosos, reforçando a segurança jurídica e financeira no ecossistema digital brasileiro. A medida representa um passo importante na adaptação das forças de segurança às novas realidades tecnológicas e aos desafios impostos pela economia digital.

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