Operação Sentinel da Polícia Civil do Distrito Federal investiga homem por ameaças a autoridades americanas e tentativa de acesso à embaixada em Brasília.
PCDF lança Operação Sentinel contra extremista que ameaçou Donald Trump e tentou invadir embaixada dos EUA em Brasília, investigando conteúdo ideológico e racial.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (6/11) a Operação Sentinel, visando um indivíduo que enviou ameaças eletrônicas a autoridades dos Estados Unidos, incluindo o ex-presidente Donald Trump. O suspeito também tentou acessar a embaixada norte-americana em Brasília no dia seguinte às mensagens, carregando uma mala, mas foi impedido pela equipe de segurança diplomática.
As investigações, conduzidas pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV/CI/DGI), revelaram que o homem vinha propagando conteúdo extremista com forte motivação ideológica e racial. Essa conduta levantou um alerta máximo sobre o risco potencial de uma ação violenta contra alvos estrangeiros na capital federal.
Ações de Busca e Prevenção
Após a identificação do autor das ameaças, a PCDF cumpriu um mandado de busca e apreensão em Goiânia, Goiás, onde o extremista reside atualmente. O principal objetivo da ação é coletar provas que possam esclarecer a extensão de suas atividades, apurar possíveis vínculos com grupos extremistas tanto no Brasil quanto no exterior e, crucialmente, impedir o planejamento ou a execução de novos atos violentos no Distrito Federal.
A Operação Sentinel se caracteriza por seu caráter preventivo e investigativo. A PCDF enfatiza que a prioridade é neutralizar ameaças ainda na esfera digital, evitando que se materializem e representem riscos concretos, especialmente quando direcionadas a alvos sensíveis como representações diplomáticas em Brasília.
A colaboração interinstitucional foi fundamental para o sucesso da operação.
A ação contou com o apoio essencial do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do Ministério Público do DF (NED/MPDFT), da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, demonstrando uma resposta coordenada das forças de segurança e órgãos de justiça.

