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Ex-deputado do PT morto perdeu outros dois filhos de forma trágica

O ex-deputado Paulo Frateschi, assassinado pelo filho, já havia perdido outros dois filhos em acidentes trágicos, somando uma história de dor familiar.

Paulo Frateschi, de 75 anos, já havia enfrentado perdas dolorosas antes de ser assassinado pelo filho em São Paulo.

O ex-deputado Paulo Frateschi, assassinado pelo filho, já havia perdido outros dois filhos em acidentes trágicos, somando uma história de dor familiar.

O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT), de 75 anos, foi brutalmente assassinado a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, na manhã desta quinta-feira (6/11), em São Paulo. A tragédia, que chocou a comunidade política e a sociedade, revela um histórico familiar marcado por perdas devastadoras, adicionando uma camada de profunda dor à já complexa trajetória de Frateschi.

Antes do trágico evento que tirou sua vida, Paulo Frateschi já havia enfrentado a dor indizível da perda de outros dois filhos. Em 2002, Pedro, com apenas 7 anos, faleceu em um acidente automobilístico na Rodovia Carvalho Pinto, em Guararema, na região metropolitana de São Paulo. Apenas um ano depois, em 2003, seu outro filho, Júlio, de 16 anos, foi vítima de um segundo acidente fatal na rodovia Rio-Santos, no trecho entre Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Essas perdas consecutivas representaram golpes severos na vida do então dirigente petista.

Um Histórico de Lutas e Perdas Pessoais

Amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-presidente estadual do PT, Paulo Frateschi dedicou grande parte de sua vida à política e ao desenvolvimento de ideais progressistas. Sua trajetória foi marcada por um engajamento profundo, mas também por um sofrimento pessoal que ecoava publicamente.

A morte precoce de Júlio, em particular, mobilizou figuras importantes da política nacional, com o velório do adolescente contando com a presença do próprio Lula, ministros e diversas lideranças do partido, um gesto de solidariedade que sublinhava a dimensão da tragédia e o respeito pela figura de Frateschi. A cada perda, Frateschi demonstrou uma resiliência notável, mantendo-se ativo em suas convicções políticas, apesar do luto.

Nesta quinta-feira, no entanto, a sequência de infortúnios culminou de forma ainda mais chocante. A Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a uma ocorrência de agressão na residência de Frateschi.

Segundo o boletim de ocorrência, Francisco Frateschi, o filho mais novo, em um aparente surto psicótico, atacou o pai com golpes de arma branca, atingindo-o no abdômen. Paulo Frateschi não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

O incidente levanta questões sobre saúde mental e o suporte familiar, em meio a uma já dolorosa história de perdas.

A notícia do assassinato trouxe à tona a memória das tragédias anteriores, pintando um quadro sombrio da vida pessoal do político. A vida de Paulo Frateschi, que foi de dedicação pública e luta por ideais, será também lembrada por um destino pessoal implacável, marcado pela perda de três de seus filhos de maneiras tão distintas e brutais.

A investigação sobre a morte de Frateschi está em andamento, buscando esclarecer as circunstâncias exatas do ataque e os fatores que levaram Francisco a cometer o crime.

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