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Diretor da PF de Lula será primeiro a depor na CPI do Crime Organizado

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, serão os primeiros a depor na CPI do Crime Organizado, em 18 de novembro.

Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa são os primeiros a serem ouvidos pela comissão, que investiga ramificações criminosas no país.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, serão os primeiros a depor na CPI do Crime Organizado, em 18 de novembro.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada recentemente, realizará sua primeira sessão de oitivas no dia 18 de novembro. Os primeiros a depor serão o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

A expectativa é que os depoimentos forneçam um panorama inicial sobre a atuação e as ramificações de grupos criminosos no país.

Os requerimentos para ouvir os diretores da PF foram apresentados pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e aprovados no mesmo dia da instalação do colegiado, em 4 de novembro. Naquela ocasião, também foram aprovados pedidos para a oitiva de figuras proeminentes, incluindo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, onze governadores e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Luiz Fernando Corrêa.

A ordem das oitivas seguirá a sequência dos requerimentos aprovados. Representantes da esfera federal serão os primeiros a serem ouvidos, seguidos pelos governadores. Posteriormente, a comissão ouvirá especialistas renomados na área de segurança pública, como o promotor Lincoln Gakiya e o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, a fim de aprofundar o diagnóstico sobre o crime organizado.

Desafios e Objetivos da CPI

A instalação da CPI, em 4 de novembro, ocorreu apenas uma semana após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. A ação, que visava combater a expansão do Comando Vermelho, gerou ampla repercussão pública e parlamentar, evidenciando a urgência da investigação sobre a criminalidade organizada.

A comissão terá um prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos.

O plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira, estabelece que a CPI deverá realizar um “rigoroso diagnóstico da situação atual da criminalidade organizada no Brasil”. Além disso, o colegiado buscará analisar a infraestrutura e o arcabouço legal disponíveis para o combate ao crime, bem como identificar experiências exitosas, tanto no Brasil quanto em outros países, na prevenção e repressão às organizações criminosas.

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