PUBLICIDADE

Cláudio Castro rebate Boulos: “Esse é um paspalhão”

Cláudio Castro chamou Guilherme Boulos de 'paspalhão' em São Paulo, após o ministro criticar a política de segurança do Rio e a megaoperação policial.

Governador do Rio de Janeiro critica ministro após acusações sobre políticas de segurança e 'demagogia com sangue' em meio à repercussão de megaoperação policial.

Cláudio Castro chamou Guilherme Boulos de 'paspalhão' em São Paulo, após o ministro criticar a política de segurança do Rio e a megaoperação policial.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), não poupou palavras ao rebater o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), durante a 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib), em São Paulo, neste sábado. Castro chamou Boulos de ‘paspalhão’ em resposta a declarações anteriores do ministro, que acusou o governador de ‘fazer demagogia com sangue’ e de tratar moradores de comunidades como criminosos.

O embate verbal acende em meio à intensa repercussão da megaoperação policial deflagrada no Rio de Janeiro no final de outubro, que resultou na morte de 121 pessoas.

Cláudio Castro defendeu veementemente a operação, que, segundo ele, marca o início de um ‘movimento’ contra o crime organizado no estado. ‘O que aconteceu no Rio foi o início de um movimento.

Um movimento onde os cidadãos desse Estado e do Brasil todo não aguentam mais essa criminalidade’, afirmou o governador a jornalistas, reiterando o compromisso de seu governo no combate à violência e na garantia da segurança pública.

Mais cedo, no lançamento do programa Governo na Rua, no Morro da Lua, em São Paulo, Boulos havia criticado duramente as políticas de segurança pública dos governadores do Rio e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o ministro, ambos promovem abordagens baseadas em repressão. ‘O governador do Rio prefere fazer demagogia com sangue, tratar todo mundo da comunidade como se fosse bandido. Aliás, essa é a mesma visão do governador Tarcísio de Freitas e de muitos governadores bolsonaristas’, declarou Boulos. Ele também aproveitou a ocasião para rebater críticas sobre um suposto distanciamento da esquerda com as periferias, citando a vitória popular do presidente Lula na última eleição.

Defesa no STF e Rigor de Moraes

Em paralelo ao embate político, o governo do Rio de Janeiro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) a defesa da legalidade da Operação Contenção, conduzida em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão. O documento, assinado pelo governador Cláudio Castro, foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, relator temporário da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas.

O estado alegou que a intervenção foi realizada ‘dentro dos parâmetros legais e constitucionais’ e que o ‘uso proporcional da força’ foi indispensável diante da ameaça imposta pela facção criminosa Comando Vermelho, em uma ação que contabilizou 121 mortos, incluindo 4 policiais.

Apesar das garantias de controle por parte do governo fluminense, um inquérito foi instaurado para investigar a remoção de corpos do local antes da chegada da perícia, um fato que pode ter prejudicado a preservação da cena da ocorrência. O ministro Alexandre de Moraes, após se reunir com Castro e outras autoridades para ouvir os esclarecimentos, determinou medidas rigorosas.

Atendendo a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU), Moraes ordenou a preservação e a documentação completa de todos os elementos relacionados à operação, estipulando ainda a conservação das perícias e a manutenção das respectivas cadeias de custódia.

Leia mais

Rolar para cima