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Exposição reúne hinos de Mato Grosso do Sul que concorreram em 1978

Arquivo Público Estadual abriu mostra com letras, partituras e memorial descritivo dos hinos inscritos no Concurso Nacional de Símbolos de 1978....
Samuel Rocha/FCMS

O Arquivo Público Estadual deu início à temporada expográfica “Muito Além do Acorde Final, ensaios e versos do hino sul-mato-grossense”. A mostra exibe letras, partituras e o memorial descritivo dos hinos de Mato Grosso do Sul que participaram do Concurso Nacional de Símbolos em 1978.

De acordo com o coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, a pesquisa para a exposição começou em 2024, impulsionada pela repercussão da exposição Celeiros de Farturas. “A partir daí nós buscamos dentro do nosso acervo, em outros acervos, fizemos essa busca na massa documental que nós temos ali, e tivemos a grata surpresa de encontrar 91 trabalhos que haviam sido inscritos como hinos para o Estado de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

A diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS, Melly Sena, destacou que todo o material localizado pela equipe técnica foi digitalizado e está à disposição da sociedade. “Esta é a primeira vez que, desde 1978, esse material, principalmente os hinos que não foram selecionados, mas que compõem todo o imagético da história do nosso Estado, ele é apresentado ao público. E depois de quase 50 anos, essas vozes voltam a ser ouvidas”, declarou. Ela ressaltou que a descoberta resulta do trabalho de preservar, organizar e dar acesso aos documentos.

Entre os presentes ao evento, na última sexta-feira (23), estava Fábio Pereira do Vale Machado, neto de Hugo Pereira do Vale, um dos participantes do concurso que inscreveu a letra de um dos hinos. Ele representou o avô já falecido, que era médico, advogado e membro das Academias Mato-Grossense e Sul-Mato-Grossense de Letras. “O fato de ter descoberto mais uma pérola dentro do vasto acervo do meu avô foi de fato uma surpresa muito grande”, disse.

O padre Osmar Augusto Bezutte, que musicou a letra de Hugo Pereira do Vale para o concurso, também compareceu. “Eu nem me lembrava que eu tinha participado. O Douglas que me localizou e aí me contou a história. Eu tinha 30 anos, e estava começando o meu trabalho de composições”, contou. Segundo o texto, os hinos não foram escolhidos, mas pré-selecionados: sete foram enviados à Funarte, que não escolheu nenhum. A Comissão da Funarte sugeriu então uma encomenda a um maestro de renome, e a melodia foi escrita por Radamés Gnattali, com letra de Jorge Antônio Siufi e Otavio Gonçalves Gomes, membros da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

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