Com a chegada dos meses mais frios, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul emitiu um alerta sobre a importância da vacinação contra a Influenza. Atualmente, o estado conta com uma cobertura vacinal de apenas 43,85%, um percentual considerado insuficiente para assegurar a proteção coletiva da população. A SES enfatiza que a busca por unidades de saúde para a atualização da vacinação é essencial neste período, quando há um aumento na transmissão de doenças respiratórias.
O outono e o inverno são estações que favorecem a disseminação de vírus respiratórios. As temperaturas mais baixas levam a uma maior permanência das pessoas em ambientes fechados, o que contribui para a propagação de vírus, como o da Influenza. Dados recentes do boletim epidemiológico indicam que o estado registrou 3.523 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Dos casos confirmados de Influenza, foram contabilizados 525, sendo 378 de Influenza A e 147 de Influenza B, com 67 óbitos associados a essas doenças neste ano.
Ana Paula Goldfinger, coordenadora de Imunização da SES, destaca que a vacinação é uma ferramenta crucial para evitar complicações graves e hospitalizações decorrentes da gripe. Ela ressalta que quanto maior for a cobertura vacinal, menor será o impacto das doenças respiratórias nos serviços de saúde, especialmente para os grupos mais vulneráveis.
A vacina contra a Influenza, que é segura, gratuita e disponível nas unidades de saúde, tem mostrado eficácia significativa na redução de internações e mortes relacionadas à doença. Além da imunização, a SES recomenda a adoção de medidas simples de prevenção, como a higienização frequente das mãos e a ventilação adequada dos ambientes, como formas de minimizar a transmissão de vírus respiratórios durante esta época do ano.
O cenário atual reforça a necessidade de união entre a população e os serviços de saúde para garantir uma maior proteção contra a Influenza e outras doenças respiratórias. A colaboração de todos é fundamental para aumentar a cobertura vacinal e, assim, proteger a saúde coletiva em Mato Grosso do Sul.