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Lula prometeu acabar com fila vergonhosa do INSS, mas ela dobrou, e ainda pode crescer mais

A promessa de Lula de zerar as filas do INSS falhou, com o número de pedidos pendentes dobrando desde o início de seu mandato, impactando milhões.

Apesar das promessas de campanha e de posse, o governo Lula falha em zerar a fila do INSS, que mais que dobrou desde o início do mandato, impactando milhões de brasileiros.

A promessa de Lula de zerar as filas do INSS falhou, com o número de pedidos pendentes dobrando desde o início de seu mandato, impactando milhões.

A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um gargalo que há anos dificulta o acesso a aposentadorias e outros benefícios, não foi cumprida. Ainda candidato, Lula afirmou que era “possível fazer” e, em seu discurso de posse em 1º de janeiro de 2023, reafirmou o compromisso de acabar com a “vergonhosa fila do INSS”.

Quase três anos depois, a realidade é que o governo fracassou na meta.

Os números divulgados pelo Portal da Transparência do Ministério da Previdência Social dão a dimensão do problema. Em 2023, havia 1,23 milhão de pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios em análise. Em agosto de 2025, o dado mais recente disponível, o total de requerimentos pendentes disparou para 2,63 milhões, um aumento de 114% desde o início do mandato, ficando pouco abaixo do recorde de 2,7 milhões atingido em março do mesmo ano.

Agravamento da Crise na Previdência

O cenário de espera prolongada para milhões de segurados do INSS foi agravado pela suspensão do Programa de Gestão de Benefícios (PGB). Criado por medida provisória e transformado em lei em setembro, o programa, que funcionava desde abril, tinha como objetivo acelerar a análise de processos.

Ele oferecia o pagamento de bônus a servidores do INSS que ultrapassassem as metas de produtividade – R$ 68 por processo concluído e R$ 75 por perícia médica – mas foi descontinuado em outubro por falta de verba.

Historicamente, Lula havia se gabado de, em gestões anteriores, ter conseguido reduzir o tempo de concessão de benefícios de um ano para apenas cinco dias. A atual situação, no entanto, contrasta fortemente com essa promessa e com os resultados do passado, frustrando as expectativas de milhões de brasileiros que dependem desses benefícios para sua subsistência.

O aumento expressivo na fila do INSS não apenas gera insegurança e dificuldades financeiras para os requerentes, mas também representa um desafio significativo para a gestão pública. A falta de recursos para programas de aceleração e a contínua elevação do número de pedidos pendentes indicam que o problema está longe de ser resolvido e pode se agravar ainda mais nos próximos meses, exigindo medidas urgentes e eficazes do governo.

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