Bases navais da Marinha no Rio de Janeiro e na Bahia recebem ajustes para possível estadia presidencial nas festas de fim de ano
Planalto ajusta bases navais no Rio e Bahia para possível estadia de Lula e Janja no fim de ano, garantindo estrutura e segurança para o recesso presidencial.
O Palácio do Planalto iniciou preparativos em duas instalações militares costeiras visando a possível estadia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Rosângela Lula da Silva durante as festas de Natal e Réveillon deste ano. As bases navais da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, e de Aratu, na Bahia, estão sendo ajustadas para garantir a prontidão em caso de escolha presidencial.
A operação, conduzida de forma reservada, envolve equipes civis e militares que estão revisando sistemas elétricos, reforçando protocolos de segurança e instalando equipamentos adicionais de apoio. O objetivo é deixar os locais em condições ideais para uso imediato, independentemente da decisão final do chefe do Executivo e sua família sobre onde passarão o recesso de fim de ano.
A Base Naval de Aratu, localizada a cerca de 40 quilômetros de Salvador, passou por uma reforma de R$ 3 milhões no ano passado, que incluiu modernização e ampliação de sistemas de vigilância. Historicamente, o local já serviu de refúgio para presidentes em períodos de recesso, tendo sido utilizado por Lula durante o Carnaval de 2023.
Na Restinga da Marambaia, zona oeste do Rio, operários focam na manutenção de alojamentos, testes de geradores e ajustes em sistemas de comunicação, destacando a importância estratégica da área para descanso presidencial.
A expectativa é que a escolha do destino seja definida após o retorno do presidente de Belém, onde acompanha os preparativos da COP30. Enquanto a arrecadação federal atinge patamares recordes, parte da oposição tem criticado gastos com obras consideradas não essenciais.
Contudo, o governo defende que a manutenção preventiva melhora a logística de trabalho do presidente e evita custos emergenciais.
Questionado, o Planalto mantém a discrição, afirmando que informações sobre deslocamentos e hospedagem presidencial são tratadas como sensíveis por razões de segurança. As equipes de infraestrutura, contudo, permanecem mobilizadas nas duas bases, realizando inspeções e testes rotineiros para garantir que ambos os locais estejam aptos a acolher o casal presidencial com o conforto e a segurança necessários, inclusive para um eventual acionamento rápido no início do ano eleitoral de 2026.