Rio Bonito do Iguaçu sofre devastação de 90% das residências e comércios; seis mortos e centenas de feridos são registrados.
Um tornado sem precedentes atingiu Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, levando o governador a decretar calamidade pública. Seis mortos e 437 feridos.
Um cenário de devastação sem precedentes levou o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), a decretar estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu neste sábado (8). A medida emergencial ocorre após a passagem de um tornado de grande intensidade que atingiu o centro-sul do estado, deixando um rastro de destruição, mortes e centenas de feridos.
A gravidade da situação mobiliza o governo estadual e as forças de segurança para prestar socorro imediato à população afetada.
O fenômeno meteorológico, que começou na sexta-feira (7), causou danos catastróficos. Em Rio Bonito do Iguaçu, cerca de 90% das residências e prédios comerciais foram severamente atingidos, transformando a paisagem urbana em ruínas. A Defesa Civil do estado confirmou, até o momento, ao menos seis mortos – cinco na cidade mais afetada e um em Guarapuava – e 437 feridos que necessitaram de atendimento médico. Há, ainda, relatos preocupantes de pessoas desaparecidas, intensificando as operações de busca e resgate.
Resposta e Mobilização de Recursos
O decreto de calamidade pública é uma ferramenta administrativa crucial em momentos de crise. Ele oficializa a extrema gravidade da situação e concede ao governo estadual a autonomia para adotar procedimentos emergenciais com agilidade.
Entre as principais ações permitidas estão a dispensa de licitações para aquisição de bens e serviços essenciais, a mobilização imediata de recursos humanos e materiais, e o pedido formal de apoio e auxílio financeiro do governo federal. O objetivo primordial é acelerar a resposta aos desastres e garantir um suporte mais rápido e eficiente às comunidades atingidas.
Com a oficialização do estado de calamidade, o município de Rio Bonito do Iguaçu ganha acesso facilitado a recursos vitais. Pode solicitar verbas diretamente da União e do Fundo Estadual de Calamidade Pública, além de firmar convênios emergenciais que são fundamentais para o processo de reconstrução das infraestruturas danificadas e das moradias destruídas.
Essa flexibilidade burocrática é essencial para mitigar o sofrimento da população e iniciar a recuperação em tempo hábil.
De acordo com análises do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há fortes indícios de que em alguns pontos de Rio Bonito do Iguaçu, a velocidade dos ventos gerados pelo tornado pode ter ultrapassado os 250 km/h. Essa intensidade eleva o fenômeno a um nível significativo na escala de classificação de tornados, evidenciando a força devastadora que assolou a região e justificando a declaração de calamidade pública como uma resposta necessária diante de um evento natural de tamanha magnitude.
A comunidade local e as autoridades agora se unem em um esforço conjunto para superar os desafios impostos por essa tragédia.