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Família Vive Décadas em Isolamento Autossuficiente nas Montanhas de Guizhou

Uma família nas montanhas de Guizhou vive isolada há décadas, sem sinal de celular, cultivando a terra e criando animais de forma autossuficiente, mantendo um estilo de vida ancestral.

Sem sinal de celular, grupo familiar mantém tradição de cultivo e criação de animais em vale remoto na China.

Uma família nas montanhas de Guizhou vive isolada há décadas, sem sinal de celular, cultivando a terra e criando animais de forma autossuficiente, mantendo um estilo de vida ancestral.

As montanhas cársticas de Guizhou, na China, guardam um segredo de décadas: um vale profundo onde uma família vive em reclusão, mantendo um estilo de vida autossuficiente. A casa, aninhada em uma fratura entre dois maciços, só foi identificada recentemente do alto, por um drone, que revelou roças ativas, um curral elevado e veículos simples à porta, testemunhas de uma rotina singular longe da modernidade.

Lá, o sinal de celular é inexistente e o acesso por estrada é precário, limitando-se a triciclos de carga e caminhonetes em tempo firme. A eletricidade, no entanto, chega por uma linha dedicada que acompanha o fundo da fenda, e a água provém de uma nascente na encosta de trás da casa. Essa infraestrutura básica é fundamental para a agricultura contínua e o manejo diário de rebanhos, que sustentam a família por gerações.

Um Cotidiano de Trabalho e Autossuficiência

O núcleo familiar organiza seu cotidiano em torno da criação de animais e do plantio. Talhões de milho, painço e feijão são cultivados com o auxílio de um motorizado, substituindo o arado com boi do passado.

O sistema produtivo combina roças e pecuária de pequeno e médio porte, com mais de cem ovelhas, dezenas de galinhas, cinco porcos e algumas vacas. O milho e o painço alimentam os animais, fechando um ciclo sustentável onde o esterco é incorporado às lavouras.

Os moradores relatam uma presença familiar no local por aproximadamente seis décadas, ligando avós, pais e filhos. Embora parte da família durma hoje na vila mais próxima, a casa original no vale permanece ativa como centro de trabalho agrícola, manejo de rebanhos e armazenamento.

As relações sociais são mantidas através do trabalho sazonal, como a colheita do milho, que reúne vizinhos da região, mesmo com a redução do número de famílias residentes no vale ao longo do tempo.

A decisão de permanecer nas montanhas de Guizhou se sustenta em pilares claros: a disponibilidade de água da nascente, a energia elétrica estável e a área suficiente para rotação de culturas. Apesar das limitações, como a ausência de comunicação móvel e o acesso dificultado em períodos de chuva, a família avalia que a liberdade de horário, o controle sobre o trabalho e o vínculo com a terra compensam os desafios, mantendo viva essa tradição por gerações.

Este modo de vida, embora isolado, reflete uma escolha consciente de autonomia e conexão com o ambiente natural. Visitantes ou documentaristas são solicitados a respeitar a privacidade da família, suas rotinas de manejo e suas colheitas, reconhecendo o valor e a sabedoria inerentes a essa existência singular nas profundezas das montanhas chinesas.

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