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Maduro está encurralado, diz jornal americano

Fontes indicam que os EUA planejam ataques a instalações militares venezuelanas ligadas ao tráfico de drogas, intensificando a pressão sobre Nicolás Maduro.

EUA intensificam presença militar no Caribe e preparam possíveis ataques a alvos do cartel de drogas ligado ao regime venezuelano

Fontes indicam que os EUA planejam ataques a instalações militares venezuelanas ligadas ao tráfico de drogas, intensificando a pressão sobre Nicolás Maduro.

A administração Trump intensificou sua campanha contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro, com fontes próximas à situação revelando ao Miami Herald que ataques a instalações militares dentro da Venezuela podem ocorrer a qualquer momento. Os bombardeios, também reportados pelo Wall Street Journal, visam destruir infraestruturas utilizadas pelo Cartel de los Soles, uma organização de tráfico de drogas que os EUA afirmam ser comandada pelo próprio Maduro e operada por membros de alto escalão de seu governo.

Os alvos, que poderiam ser atingidos por via aérea em questão de dias ou horas, têm como objetivo desmantelar a hierarquia do cartel, responsável pela exportação de cerca de 500 toneladas de cocaína anualmente para a Europa e os Estados Unidos. Embora as fontes não confirmem se Maduro é um alvo direto, uma delas afirmou que “seu tempo está acabando” e que ele “está prestes a se ver encurralado e poderá em breve descobrir que não pode fugir do país”.

A pressão é reforçada pela recompensa recorde de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro, e US$ 25 milhões por seus tenentes, como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López.

A escalada de tensões é acompanhada por um significativo aumento da presença militar dos EUA na costa da Venezuela. Desde agosto, os Estados Unidos montaram um grande destacamento no Mar do Caribe, incluindo destróieres, um grupo anfíbio, caças F-35B e drones armados MQ-9 Reaper. Em outubro, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e seu grupo de ataque foram deslocados para a região. Oficialmente, a operação visa interromper o tráfico de drogas e as redes criminosas ligadas ao regime de Caracas, com ataques já tendo atingido lanchas rápidas suspeitas de transportar narcóticos.

O Objetivo Final da Operação

A magnitude da operação levou muitos analistas a especular que o objetivo final da missão poderia ser a remoção do regime de Maduro, apesar de autoridades norte-americanas terem fornecido poucos detalhes sobre ações planejadas em terra. Especialistas, como Elliott Abrams, ex-representante especial para a Venezuela, observam que o presidente Trump prefere “operações pontuais”, como ataques contra alvos específicos, em vez de ocupações prolongadas.

A Casa Branca, por sua vez, tentou conter rumores, afirmando que qualquer anúncio virá diretamente do presidente.

No entanto, a viabilidade de uma invasão em larga escala é questionada. O coronel aposentado dos Fuzileiros Navais Mark F.

Cancian, do CSIS, avalia que as forças no Caribe são suficientes para ataques e intimidação, mas não para uma invasão completa. Ele enfatiza que, embora não haja poder de combate para uma ocupação, há o bastante para realizar ataques aéreos ou de mísseis contra os cartéis ou o próprio regime de Maduro, mantendo a pressão e o cerco ao líder venezuelano.

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