Forças de segurança impedem comunicação crucial da facção após a mais letal operação no Rio de Janeiro.
Forças federais impedem que integrantes do Comando Vermelho alertem líderes Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar sobre megaoperação letal no Rio.
Forças de segurança federais obtiveram um sucesso crucial ao interceptar uma tentativa de comunicação do Comando Vermelho (CV). A ação impediu que membros da facção em liberdade no Rio de Janeiro enviassem um alerta sobre uma megaoperação policial aos seus líderes mais proeminentes, Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos detidos no sistema penitenciário federal.
A operação em questão resultou em um confronto de grandes proporções nos complexos do Alemão e da Penha, com um balanço de pelo menos 119 mortos, conforme apurado pela coluna de Mirelle Pinheiro.
A interceptação ocorreu antes que a mensagem pudesse chegar aos presídios de segurança máxima, garantindo que os chefes da facção permanecessem isolados e sem informações sobre a magnitude da ação policial. Fontes da investigação confirmaram que essa operação é considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, evidenciando a intensidade do combate ao crime organizado na região.
O Golpe ao Comando Vermelho
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, classificou a operação como o “maior baque de sua história” para o Comando Vermelho. Em suas palavras, “Nunca houve uma ação que desse um golpe tão grande.
Nem em 2010, no Alemão. Ontem, a operação ocorreu no QG da facção.” Essa declaração sublinha a relevância estratégica da investida, que visou diretamente o quartel-general da organização criminosa, impactando significativamente sua estrutura e capacidade operacional.
A megaoperação foi o culminar de mais de 12 meses de investigação intensiva, período durante o qual as forças de segurança trabalharam para mapear e desarticular as atividades do CV. Durante a execução, um cerco tático empurrou líderes e integrantes para áreas de mata, uma estratégia pensada para reduzir o risco de envolvimento de moradores e minimizar danos colaterais nas comunidades conflagradas.
A complexidade e a violência do cenário foram reiteradas pelo secretário Curi, que descreveu a situação como uma “guerra”. “O que encontramos hoje não é mais questão de segurança pública.
É guerra. Polícia nenhuma do mundo faz o que as polícias Militar e Civil fazem no Rio”, afirmou, destacando o nível de desafio enfrentado pelas corporações no combate ao crime organizado em um dos estados mais violentos do Brasil.
A operação, que teve informações divulgadas pelo Metrópoles, reforça a postura enérgica das autoridades contra a criminalidade.