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Bolsa Família: prefeitos tinham carros, terras e gado, aponta levantamento

Prefeitos e vereadores eleitos em 2024 foram excluídos do Bolsa Família após levantamento revelar patrimônio incompatível com o programa.

Investigação jornalística revela que gestores municipais eleitos possuíam bens incompatíveis com os critérios do programa social.

Prefeitos e vereadores eleitos em 2024 foram excluídos do Bolsa Família após levantamento revelar patrimônio incompatível com o programa.

A exclusão de prefeitos e vereadores do Bolsa Família em 2024, motivada pela identificação de patrimônio incompatível com o programa, reacende o debate sobre a fiscalização de benefícios sociais. A análise revelou a posse de propriedades rurais e veículos de até R$ 90 mil por parte de alguns beneficiários.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) excluiu 1,1 mil vereadores, 19 vice-prefeitos e sete prefeitos que não se enquadravam nos critérios de renda do programa, que é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Os nomes só foram divulgados em outubro, após solicitação via Lei de Acesso à Informação.

Entre os casos mais emblemáticos, destaca-se o da vice-prefeita de Senhora dos Remédios (MG), que recebeu R$ 7,1 mil do Bolsa Família e doou R$ 5 mil para sua campanha. Outro caso envolve o prefeito de Cordeiros (BA), cuja esposa recebia o benefício desde 2013, mesmo ele tendo declarado R$ 1,2 milhão em bens. Situações similares foram encontradas em Lontra (MG) e Cachoeirinha (TO).

O MDS informou que realiza cruzamentos de dados para identificar beneficiários eleitos para cargos públicos, mas não utiliza declarações de bens como critério inicial. Especialistas defendem o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização para evitar que pessoas sem o perfil social adequado recebam o benefício, uma vez que fraudes podem ocorrer por omissão de informações.

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