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Compra de carros de luxo do TST tem defesa de escritório ligado a Barroso

A aquisição de 30 veículos de luxo para o TST por mais de R$ 10 milhões continua gerando repercussão e agora envolve um escritório ligado ao ministro Barroso.

Escritório de advocacia que defende a loja responsável pela venda dos carros tem ligações com o ministro Luís Roberto Barroso.

A aquisição de 30 veículos de luxo para o TST por mais de R$ 10 milhões continua gerando repercussão e agora envolve um escritório ligado ao ministro Barroso.

A defesa da loja responsável pela venda de 30 veículos de luxo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em um negócio que ultrapassou os R$ 10 milhões, é feita por um escritório de advocacia ligado ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação veio à tona em meio às repercussões sobre a aquisição dos veículos.

O escritório em questão é o de Rafael Barroso Fontelles, sobrinho do ministro Barroso. A relação entre o escritório e a loja consta em uma resposta apresentada pela defesa da Kurumá Veículos S.A., sucessora da empresa Kyoto Comércio de Veículos, que venceu a licitação para a venda dos carros. A resposta ocorreu no âmbito de uma representação feita pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP) ao Tribunal de Contas da União (TCU), questionando a compra.

Na solicitação ao TCU, o deputado Siqueira pediu a apuração de possíveis irregularidades e desperdício de recursos públicos na aquisição dos veículos modelo Lexus ES 300H. O argumento é que a compra violaria os princípios da moralidade, economicidade e finalidade pública, devido ao padrão de luxo incompatível com o momento fiscal do país.

A Kurumá Veículos S.A. enviou uma petição assinada por quatro advogados, incluindo Rafael Barroso Fontelles, sócio fundador do escritório Barroso Fontelles, Barcellos, Mendonça Advogados, que se apresenta como o “sucessor” da banca Luís Roberto Barroso & Associados. A banca foi fundada e chefiada pelo ministro do STF antes de sua ida para a Suprema Corte, em junho de 2013.

Na petição enviada ao TCU, o escritório do sobrinho de Barroso, em parceria com a banca Schneebeli, Vieira de Moraes & Pepe Advogados, defendeu que o certame foi regular e que a fornecedora agiu de boa-fé, sem interferir nas decisões do TST. A empresa não era alvo da representação na Corte de Contas.

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