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Adolescente é o 1º paciente de MS a transplantar rim sem antes sofrer com hemodiálise

08:51 - 29 jan 2022 | Por Portal Angelica / Agatha Pucker

Davi Rodrigues, de 17 anos, teve um grande livramento, após sofrer a vida inteira com doença renal. Ele é o primeiro paciente de Mato Grosso do Sul a fazer um transplante de rim, sem ter passado por sessões de hemodiálise.

O nome exato do procedimento é transplante renal preemptivo, que é a cirurgia feita antes do paciente ter a necessidade de fazer diálise para filtrar o sangue.

A cirurgia, segundo a divulgação da Santa Casa, serviu como uma garantia de qualidade de vida para um rapaz tão novo e cheio de projetos.

A cabeleireira Claudina Rodrigues, a mãe de Davi, lembrou do sofrimento que ele passa desde bebê.

“Quando ele nasceu, foi feito um procedimento para desobstruir os ureteres e em seguida, com sete meses, ele precisou fazer uma urostomia (exteriorização dos condutos urinários por meio da parede abdominal, permitindo a eliminação constante da urina), porque ele tinha refluxo’’, detalhou Rodrigues.

A tentativa de transplante com o órgão do pai de Davi não deu certo, em razão da incompatibilidade. A ‘peça’ que faltava na vida de Davi veio de um doador falecido.

“Quando ele veio fazer a primeira consulta na Santa Casa, tinha menos de 30 dias que ele estava na lista de transplante, foi quando conseguimos”, revelou Claudina,  moradora de São Gabriel do Oeste.

Ainda segundo a divulgação do hospital, agora transplantado, Davi poderá seguir a vida normal.

Final feliz

‘’… a recuperação dele foi excelente e desde o início o rim começou a funcionar”, afirmou a mãe de Davi. “Agora, voltamos para a Santa Casa para poder cuidar a infeção urinária que ele pegou e o tratamento vai durar alguns meses”, completou.

A enfermeira da Santa Casa, que atua no atendimento aos transplantados, Karen Leguiça, dois fatores ajudaram Davi na fila de espera: a doença ter sido diagnostica com antecedência e o preenchimento dos critérios para a cirurgia.

Hospital

A mãe lembrou que, desde que nasceu, Rodrigues fez todo o atendimento na Santa Casa e não tem nada a reclamar.

”são 17 anos em que a equipe médica abraçou ele. A doutora Rafaela tem ele como um filho, ela é uma mãezona. Sempre fomos muito bem atendidos pelas equipes da nefrologia e da urologia”, agradeceu a cabeleireira.