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Jô Soares

Adeus a Jô Soares: relembre seus trabalhos na TV Globo; vídeos e fotos

Notícia da morte foi dada pela ex-mulher do ator, humorista, diretor e escritor nas redes sociais

08:29 - 05 ago 2022 | Por GSHOW.GLOBO

Ator, humorista, apresentador, diretor, escritor… Jô Soares tinha muitas facetas e todas elas foram marcantes. O Brasil se despede dele nesta sexta-feira, 5/8, mas sua marca ficará para sempre na história da cultura do país.

Nascido no Rio de Janeiro no dia 16 de janeiro de 1938, ele se mudou com a família aos 12 anos, para a Europa. Poliglota, chegou a pensar em seguir carreira diplomática, mas seu fascínio pelo teatro falou mais alto, ainda nos anos em que estudava na Suíça.

Jô Soares estreou como ator em 1958, no filme “O Homem do Sputnik”, estrelado por Oscarito e dirigido por Carlos Manga. Sua estreia na Globo aconteceu em 1970, como protagonista e um dos redatores do programa “Faça Humor, Não Faça Guerra”, depois de passagens pelas TVs Continental, Rio, Tupi, Excelsior e Record.

Em 1973, o programa de quadros de humor com piadas, dança e músicas da época foi substituído por “Satiricom”. Três anos depois, o humorista atuou como ator e redator em outro grande sucesso da Globo, “O Planeta dos Homens”, que ficou no ar até 1982. Nesse programa, Jô Soares dividia a cena com grandes nomes do humor, como Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Berta Loran e Costinha.

Em 1981, Jô deixou a equipe de “O Planeta dos Homens” para se dedicar a seu próprio programa, o “Viva o Gordo”, que foi exibido até 1987. Entre os personagens marcantes do humorístico, o Reizinho, o Capitão Gay e o Zé da Galera

Em 1987, ele deixou a TV Globo e foi trabalhar no SBT, onde estrelou o humorístico “Veja o Gordo” e realizou um sonho que acalentava há anos: apresentar um programa de entrevistas inspirado nos talk-shows americanos, o “Jô Soares Onze e Meia”. Durante os 11 anos em que o programa ficou no ar, fez mais de seis mil entrevistas.

Em 2000, o humorista voltou à TV Globo para comandar o talk-show “Programa do Jô”, que ficou 16 anos no ar. O programa contava com a participação do Sexteto, grupo formado pelos músicos Derico (sax), Bira (baixo), Miltinho (bateria), Tomatti (guitarra), Chico Oliveira (trompete) e o maestro Osmar (teclados), além do garçom Alex.

Durante os Jogos Olímpicos de 2000, o “Programa do Jô” foi transmitido direto de Sydney, na Austrália. Em 2010, celebrando os 10 anos de programa, Jô Soares comandou um especial com a nova geração do humor brasileiro. Em uma mesa redonda, ele recebeu Leandro Hassum, Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo, Dani Calabresa, Dadá Coelho e Flávia Garrafa.
Carreira como jornalista, escritor e diretor
Como jornalista, escreveu durante a década de 1980 para a revista “Manchete”, para o jornal “O Globo” e para a “Folha de S. Paulo”. Entre 1989 e 1996, foi colaborador da revista “Veja”. Em 1983, lançou o seu primeiro livro, “O Astronauta sem Regime”, uma coletânea de crônicas publicadas no jornal “O Globo”.

Com o romance “O Xangô de Baker Street” (1995), entrou para a lista dos mais vendidos. Também é autor de “O Homem que Matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia de Letras” (2005) e “As Esganadas” (2011).

Como diretor, Jô Soares dirigiu um filme, “O Pai do Povo” (1976), e assinou diversas peças de teatro, entre elas, “O Estranho Casal” (1967), de Neil Simon, com Lima Duarte e Francisco Milani; “Romeu e Julieta” (1969), de William Shakespeare, com Regina Duarte; “Ricardo III” (2006), outra de Shakespeare, pela qual ganhou Prêmio Qualidade Brasil; e “Às Favas com os Escrúpulos” (2007), de Juca de Oliveira.

Em dezembro de 2017, Jô Soares lançou o primeiro volume de sua biografia “O Livro de Jô – Uma autobiografia desautorizada”. O volume 2 foi publicado no ano seguinte.