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Governo de MS fala em ‘terceira onda’ e cita preocupação com aumento de casos, mortes e internações por Covid-19

Os secretários de Governo, Sérgio Murilo Rosa, e de Saúde, Geraldo Resende, falaram sobre momento da pandemia no estado nesta sexta-feira (26).

15:43 - 26 fev 2021 | Por G1 MS

Secretário estadual de Saúde de MS, Geraldo Resende — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O novo secretário de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul (Segov), Sérgio Murilo Rosa, afirmou na manhã desta sexta-feira (26) que o pior momento da pandemia de Covid-19 está sendo enfrentando neste momento.

Alertou que uma terceira onda de casos se aproxima e que o quadro que o mundo inteiro enfrenta atualmente pode se repetir em Mato Grosso do Sul. Apontou, entretanto, que o estado tem algumas alternativas para fazer esse enfrentamento, mas que essas iniciativas dependem para o seu sucesso da parceira de toda a sociedade nos processos de biossegurança.

Por sua vez, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que o quadro atual preocupa muto e projetou que nos próximos dias o estado pode vivenciar momentos terríveis no enfrentamento a Covid-19.

Ele citou que que desde a semana passada ocorre um aumento significativo da média móvel de casos. Após vários dias em torno de 650, com os 914 novos registros desta sexta, está em 850 casos novos por dia, nos últimos 7 dias.

Outro indicativo citado por Resende é o do incremento das hospitalizações. Há 14 dias, conforme o gestor da saúde do estado, havia 474 internados por causa da doença, e nesta sexta esse número chegou a 594, o que representa 120 pacientes a mais.

O terceiro ponto de alerta citado pelo secretário é do crescimento na quantidade de mortes provocadas pela Covid-19. Ele apontou que na semana passada foram registradas 83 e nesta, que ainda não terminou, já está em 95, com os 23 confirmados nesta sexta.

Sobre as internações, disse que o estado não tem como aumentar mais o número de leitos de terapia intensiva em vários municípios como Naviraí e Ponta Porã e no Hospital Regional, em Campo Grande, por falta de mão de obra, como médicos e enfermeiros.

Desmentiu que as altas taxas de ocupação de leitos em Campo Grande ocorram pela chegada de pacientes do interior e apontou que no HR, por exemplo, 90% dos pacientes internados com a Covid-19 são moradores da capital.

Resende citou que vários hospitais públicos, particulares e filantrópicos do estado já estão sofrendo com a superlotação por conta do aumento de internações, e que esse quadro se repete em estados vizinhos, como São Paulo, Paraná e Goiás.

Alertou ainda que a cepa do vírus que circula em Manaus já pode, a exemplo do que ocorreu em outros estados, ter entrado em Mato Grosso do Sul, apesar de não ter sido identificado nenhum caso ainda com essa variante.

Ele apelou para que as pessoas sigam as medidas preventivas determinadas pelas autoridades de saúde, sob risco, em caso de negligência tanto da população quanto dos gestores públicos, de o estado enfrentar um colapso no sistema de saúde, com ocorre no Amazonas.

Especialmente as pessoas que ainda se negam a fazer a prevenção contra a doença, advertiu que elas podem acabar se tornando involuntariamente os instrumentos que levam a mortes seus familiares e entes queridos.