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Saúde

Estudo diz que Coronavac tem até 73,8% de eficiência após segunda dose

Estudo acompanhou a vacinação de 20 mil profissionais de saúde de São Paulo

09:22 - 10 abr 2021 | Por JD1 NOTÍCIAS

Mais de 20 mil profissionais de saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) foram vacinados com o imunizante Coronavac – fabricado pelo Instituto Butantan com os insumos desenvolvidos pelo laboratório chinês Sinovac Biotech – e submetidos à análise que constatou eficiência de até 73,8% da vacina contra a Covid-19, nas pessoas imunizadas, em comparação com a população não vacinada.

O estudo constatou que a taxa de eficiência da Coronavac contra o coronavírus é de 50,7% duas semanas após a aplicação da segunda dose, e atinge 73,8% a partir de cinco semanas depois de os profissionais terem sido imunizados.

Nesse estudo, falamos em efetividade da vacina porque é uma aplicação na vida real, diferente do que é realizado nos ensaios clínicos, que avaliam a eficácia em condições específicas e consideradas ideais. Esse estudo com os funcionários do HC, que vacinou um número grande de pessoas, é fundamental porque corrobora os resultados obtidos nos estudos clínicos do Butantan”, afirmou Anna Sara Levin, chefe da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do HCFMUSP.

A pesquisa comparou os casos sintomáticos de funcionários do HC com os resultados observados no restante da população paulistana que contraiu a doença no período analisado. De acordo com o núcleo responsável pelo estudo, o número de casos de Covid-19 detectados entre os profissionais de saúde do hospital não acompanhou o ritmo de contaminação crescente entre o restante da população.

Antes da aquisição da vacina Coronavac, os casos de Covid-19 entre os profissionais do Hospital das Clínicas acompanhava o mesmo nível da população em geral. Desde o início da vacinação dos funcionários, a contaminação no hospital passou a registrar queda.

O estudo feito entre os profissionais do hospital também avaliou a ocorrência de variantes do coronavírus. Dentre 142 amostras analisadas aleatoriamente, 67 foram identificadas como variantes, das quais 57 do Amazonas (P1), 5 do Reino Unido (B.1.1.7) e outras 5 que não puderam ser identificadas pelos métodos utilizados no estudo.