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Crianças de MS são vistas brincando de ‘batatinha frita 1 2 3’ e especialista alerta

13:30 - 13 out 2021 | Por MIDIAMAX

Foto: Reprodução, Netflix

Sucesso entre as crianças no passado, a brincadeira “Batatinha frita 1, 2, 3” voltou à tona depois que a série “Round 6”, explorou famosos jogos infantis como dinâmica para sangrentas matanças.

E é aí que está o problema. Em “Round 6”, 456 pessoas desesperadas por dinheiro são convidadas a participar de uma competição de sobrevivência chamada apenas de Squid Game, onde o lema é muito simples: ou ganha, ou morre. Sem saber qualquer coisa sobre o convite, eles comparecem ao local para participar do evento.

Ao final do jogo, o vencedor poderá levar para casa um prêmio milionário e resolver todas as suas dívidas. Porém, o que eles não sabem é que os perdedores não saírão vivos da dinâmica, que usa jogos infantis como “batatinha frita 1,2,3”, “cabo de guerra” e “bolas de gude” para incitar a “guerra”.

Mas, diferente do lúdico nas brincadeiras da criançada, a série propõe reviravoltas mortais e sanguinárias enquanto os competidores “brincam”.

Eles colocam suas vidas em risco em busca do prêmio de 45,6 bilhões de Wons (a moeda da Coreia do Sul), valor equivalente a aproximadamente 40 milhões de dólares. Apenas um entre os 456 participantes leva a bolada. Nesse cenário marcado por traições, ambição e muitos perigos, todos os concorrentes fazem de tudo para garantir o prêmio. Assista ao trailer e entenda melhor:

Em Campo Grande, a repercussão da série já chegou nos pequenos. De décadas passadas, “Batatinha frita, 1, 2, 3” não faz parte das brincadeiras de rua conhecidas pela infância da atualidade. Com “Round 6” destacando o jogo e crianças consumindo, seja no YouTube ou redes sociais em geral, “Batatinha frita 1, 2, 3” já está sendo executada pelas ruas da cidade morena.

“Eu vi duas crianças, de uns cinco ou seis anos brincando de “Round 6″. A menina encostada na parede gritando ‘batatinha frita 1, 2, 3’ e o menininho atrás correndo e parando. Fiquei meio incrédulo na hora porque a série é meio pesada nas consequências dessa brincadeira, que essas crianças não devem entender ainda, mas mesmo assim estão consumindo”, relatou o estudante de direito Alex da Costa, de 21 anos,

Estudante de psicologia, Amanda Guedes também viu uma cena parecida em outro bairro de Campo Grande. “Fiquei chocada, porque nem eu, que tenho 23 anos, conhecia ou tinha ouvido falar nessa brincadeira. Se elas estão ali brincando, com 7, 8 anos, é porque viram em “Round 6″.

As crianças agora estão nas redes sociais, que ajudam a divulgar e disseminar a série. Então ela não tá só na Netflix, mas também no TikTok, onde os vídeos da série viralizam e elas acham tudo muito legal com aquelas músicas e edições diferentes. Mas não deixa de ser uma série ruim para elas”, opina a universitária.

Alerta

De acordo com a psicóloga Larissa Oliveira, a fase infantil é primordial por ser um momento de desenvolvimento, e, nesse período, as crianças aprendem de acordo com as referências que possuem. Através da observação e da percepção, entendem o que se deve fazer ou não, e por esse meio se cria o conceito de certo e errado.

“O primeiro exemplo que elas têm em vida são daqueles que são responsáveis por elas. Se em casa existe a propagação da violência, elas podem acabar por repetir o ato. Assim, a partir do momento em que as crianças têm acesso a cenas cinematográficas violentas, elas podem passar a considerar a ação como relevante.

Dessa forma passa a existir a desinibição, em que a criança começa a considerar a violência cometida pelos personagens como justificável, podendo repeti-las em seu dia a dia”, explica a psicóloga.