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Combate à violência doméstica em tempos de pandemia é o tema do mês da mulher em Nova Andradina

Mulheres assumiram o papel na tomada de decisões na vida pública, bem como eliminação da violência, para alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento

09:19 - 06 mar 2021 | Por COGECOM

A Secretaria Executiva de Políticas Públicas para a Mulher de Nova Andradina lançou, no início desta semana, a campanha do Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2021: “Mecanismos de Proteção e garantia de direitos das mulheres em tempos de pandemia”.

O tema celebra os enormes esforços das mulheres na construção de um futuro mais igualitário e na recuperação desta doença, que vitima milhares de pessoas em todo mundo.

De acordo com a secretária da pasta, Julliana Ortega, as mulheres assumiram o papel na tomada de decisões na vida pública, bem como eliminação da violência, para alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de todas ELAS.

“Na linha de frente da crise da COVID-19 estão profissionais de saúde, cuidadoras, assistentes sociais, organizadoras comunitárias e lideranças que assumiram o papel de protagonistas nos esforços de resposta e recuperação da doença”, analisa.

Por outro lado, as estatísticas mostram que nesse momento de quarentena, onde as famílias passam mais tempo no mesmo ambiente, em uma convivência forçada, as tensões e conflitos são exacerbados. Este fator contribui diretamente no aumento da violência doméstica.

Em Nova Andradina, atualmente existe 382 mulheres com medidas protetivas e 40 em acompanhamento pelo Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) em virtude de violência doméstica e familiar.

Outro dado que impressiona é que em 2019, não foi registrado nenhum caso de violência, em que o CRAM teve que intervir, retirar a vítima do seu lar e acolhê-la num abrigo, longe do seu agressor. Já em 2020, 8 casos de violência grave foram registrados. E, em apenas nos dois primeiros meses deste ano são mais 2 casos gravíssimas de violência contra as mulheres.

Se romper com a violência já era considerada uma das maiores dificuldades das vítimas, neste momento de pandemia a convivência diária e ininterrupta com o agressor, aliada a diminuição da renda e ao desemprego feminino – que também tiveram crescimento no período -, tendem a agravar a situação.

“A vulnerabilidade econômica repercute em uma maior dependência por parte das vítimas de violência doméstica de seus agressores – e, consequentemente, maior dificuldade de rompimento do ciclo de violência. Por isso, o poder público municipal e toda a rede de combate à violência precisam atuar juntos na execução de políticas públicas focadas no estímulo ao empoderamento econômico e ao empreendedorismo femininos”, complementa Julliana.

Programação mês da mulher

No dia 8 de março, às 9h30, a Secretaria Executiva de Políticas Públicas para a Mulher presta homenagem às servidoras públicas municipais com entrega de brindes no Paço Municipal. Essa atividade se estenderá para outros dias deste mês em órgãos públicos municipais como Câmara Municipal, ESFs, escolas, CRAS, CREAS, Semusp, Secretaria de Saúde, entre outros.

Julliana Ortega informou que o tradicional Chá das Mulheres não será realizado este ano, mas a secretaria fez questão de buscar a parceria com as empresas locais para a doação de brindes que serão sorteados durante esses encontros e lembrancinhas em alusão a data.

“É uma homenagem singela em reconhecimento a luta das mulheres pelo direito ao voto, igualdade salarial, maior representação em cargos de liderança, à proteção em situações de violência física ou psicológica, ou ainda o acesso à educação. São temas debatidos e sempre atuais porque em vários lugares as mulheres não têm esses direitos garantidos”.

No dia 17, às 9 horas, a programação traz a live com o tema: “Mecanismos de Proteção e garantia de direitos das mulheres em tempos de pandemia”, com a participação de integrantes do Conselho da Mulher e outras lideranças.