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Homem pede R$ 800 mil em processo contra Globo e Maju Coutinho

Agora desempregado, o auxiliar de produção pede indenização por danos morais

14:06 - 16 out 2020 | Por Midiamax

Homem diz que ficou desempregado (Foto: Reprodução)

Kaíque Batista entrou com ação por danos morais contra a TV Globo e a jornalista Maju Coutinho após ser denunciado por falsidade ideológica, injúria, corrupção de menores na internet e associação criminosa na internet. Agora desempregado, o auxiliar de produção busca uma retratação na Justiça.

Conforme noticiado na coluna de Fábia Oliveira,  em março deste ano, Kaíque foi absolvido do crime de racismo por falta de provas contra a apresentadora do ‘Jornal Hoje’. O processo corre desde 2015.

Na época, Kaíque acabou sendo levado por policiais militares e funcionários do Ministério Público de São Paulo para prestar depoimento ao Fórum Criminal da Barra Funda e teve o seu computador apreendido. Primeiro como suspeito e depois denunciado por falsidade ideológica, injúria, corrupção de menores na internet e associação criminosa na internet.

O rapaz conseguiu responder em liberdade.“A minha vida mudou. Eu tinha emprego há quatro anos, tinha uma casa e tinha a minha dignidade. Perdi tudo mesmo falando que era inocente e não tendo uma prova concreta contra mim. A única coisa que me envolvia na postagem de racismo foram os comentários de duas pessoas ‘O Kaíque que nos mandou vir aqui’. Eu não publiquei nada! Fui julgado, hostilizado e acusado em todas as mídias. Agora que eu fui inocentando, ninguém me procurou”, desabafa.

O homem pede R$ 800 mil de indenização por danos morais. “Até hoje eu sou apontado nas ruas. Adquiri síndrome do pânico e depressão. Acabaram com a minha vida e eu quero Justiça”, explicou para a coluna.

Angelo Carbone é o advogado que defende Kaíque Batista no processo e está otimista com relação a uma vitória na Justiça. “O juiz já ordenou a citação dos réus, mas ainda não foi realizada. É um processo só, mas eu coloco os dois, a emissora e a jornalista, na ação porque houve a tentativa de incriminar um inocente. Ele conhecia as pessoas, mas não fez nada e, na verdade, ele que teria que ter praticado o ato racial, a intenção, o dolo, para ser acusado e não foi o que aconteceu. Destruíram a vida do rapaz e é justo que o Kaíque seja reparado”, afirma Carbone com exclusividade à coluna.