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GOVERNO DE MS

“MS perderá R$ 250 milhões neste mês”, diz Reinaldo

Somente o socorro federal, que tramita em Brasília, salvará o Estado

12:19 - 01 maio 2020 | Por jd1noticias.com/ Post- Igor Mendonça

Foto: Divulgação

O governador Reinaldo Azambuja cobra a urgência das medidas de socorro aos estados e municípios e defendeu uma solução de consenso entre Governo Federal, Câmara dos Deputados e Senado para evitar um colapso econômico.

A queda de arrecadação em Mato Grosso do Sul está prevista em R$ 250 milhões neste mês, como consequência da pandemia do novo coronavírus. “A cada dia que passa os estados vão ficando sem expectativa. Você não tem nenhum socorro. Eu tive uma videoconferência, com o presidente Bolsonaro, no dia 23 de março, em que foi anunciada prorrogação das dívidas dos estados com o Governo Federal e até agora nenhuma medida legislativa foi tomada nesse sentido. A gente corre contra o tempo porque as medidas de saúde e as despesas para atender os mais vulneráveis acontecem todo dia. Temos que fazer menos política e mais resultado, buscar os resultados para sair da crise”, afirmou Reinaldo Azambuja.
Com a economia baseada no agronegócio, Mato Grosso do Sul tem como principal fonte de receita o ICMS, que é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias. É com esse dinheiro que o Estado faz investimentos em saúde, segurança e educação, paga fornecedores e o salário dos servidores.

Com a pandemia e a paralisação das atividades econômicas, a arrecadação despencou e as despesas com saúde dispararam.

Reinaldo Azambuja reforçou ainda que a prioridade é salvar vidas, que o isolamento social está mantido, e que no futuro serão tomadas medidas equilibradas e responsáveis para uma retomada das atividades produtivas com segurança para os funcionários e consumidores.

“Podemos tomar medidas de retomada das atividades produtivas com todos os cuidados de proteção ao trabalhador e trabalhadora e, principalmente, com cuidado e proteção aos consumidores. Acho que se dosarmos isso a níveis que a gente mantenha os controles de isolamento, sem risco, a gente consegue retomar as atividades produtivas e você começa a circular mercadorias e melhora pra frente, sabendo que o ano de 2020 é extremamente difícil para todos, para a sociedade, para o empresariado e para os governos também”, disse.